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sábado, 30 de janeiro de 2010

"Estava num grupo de amigos à conversa.
Na verdade, haviam alguns amigos , misturados com conhecidos, e ainda algumas pessoas que só conheciam dois ou tres dos presentes.
Um grupo heterogenio que se juntou, quase por acaso, naquele final de tarde. Falava-se de amor e de relações amorosas e trocavam-se ideias, umas mais banais do que outras, todas elas próprias de pessoas que já viveram alguma coisa, que já se desiludiram um bocadinho, mas que ainda querem acreditar. O normal, portanto.
Até que uma das presentes, que até ali limitara a sua participação a frases soltas e a um permanente e muito genuino sorriso decidiu falar. E disse assim :

- "Eu sou feliz e quero ser feliz todos os dias porque acredito no amor, e porque tenho uma história que me faz acreditar e a isso me leva. Há muitos anos, a minha mãe, certa manhã, ao chegar ao emprego, deparou-se com um jovem, muito mais novo do que ela, com um aspecto muito descontraido, sentado num muro junto à entrada. Olhou para ele -  contou-me mais tarde evidentemente, eu ainda não era nascida - , e ficou petrificada. A palavra que ela usa é 'petrificada'. A minha irmã mais velha, que ia com ela, puxou-a pela mão,
'anda mãe!', mas a minha mãe parecia que não conseguia andar.
Sentiu algo fortissimo, uma atracção, uma empatia, algo que não sabia explicar. Apesar do seu casamento viver uma crise, não estava no horizonte da minha mãe mudar de vida. Sucede que, uns dias depois, o marido, que trabalhava no mesmo local, chegou a casa e contou-lhe que um jovem que estava na empresa há poucos dias precisava de umas explicações para desenvolver a área onde se movimentava. A empresa decidira que era ela, a minha mãe, quem o deveria acompanhar, ao final da tarde, fora do horario de trabalho, numa especie de 'aula extra'.
A minha mãe disse que sim, não imaginando quem seria o novo funcionário.
Quando ele lhe apareceu à frente, o mundo desabou: era o tal rapaz que ela tinha visto...
... A minha mãe tinha filhos, estava casada, e apesar da crise emocional, estava longe de qualquer atitude radical. Mas o que sentiu por aquele rapaz - dez anos mais novo do que ela... - foi tão forte, tão profundo, tão intenso, que se atirou de cabeça.
Deitou tudo a perder, desfez a familia, e juntou-se àquele homem - Que é o meu pai, e com quem a minha mãe está há 35 anos. Feliz todos os dias do ano. E ainda hoje apaixonada como naquele tempo inicial.
A minha mãe não desistiu nem se deixou vencer. E um dia disse-me esta frase, que eu nunca esquecerei e que explica tudo : " - Minha filha, eu teria aquela familia toda a vida, mesmo que me ignorasse ou me maltratasse. Agora, a felicidade que eu sabia que tinha com aquele homem, nem que fosse por um minuto. E nada me garantia que de outra forma a tivesse, por um minuto, ou para o resto da vida...."
  
Pedro Rolo Duarte


Mais palavras para quê? ...

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